
Tolerância já! Racismo é burrice sem tamanho.
Pessoal, quando eu pensei que as bizarrices da semana iriam parar com a história da pizza, aparece esta aqui. Leiam e vejam só o absurdo. E depois, eu é que sou o intolerante. Ao menos eu sou contra a discriminação racial. Mas vamos à estultice notícia.
Fonte: Afropress – 13/8/2009
S. Paulo – Tomado por suspeito de um crime impossível – o roubo do seu próprio carro, um EcoSport da Ford – o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, 39 anos, foi submetido a uma sessão de espancamentos com direito a socos, cabeçadas e coronhadas, por cerca de cinco covardes seguranças do Hipermercado Carrefour, numa salinha próxima à entrada da loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Enquanto apanhava, a mulher, um filho de cinco anos, a irmã e o cunhado faziam compras.
A direção do Supermercado, questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que tudo não passou de uma briga entre clientes.
Ah, tá. Faz-me rir. Vou rir até que as lágrimas de indignação e vergonha cheguem. Não foi um nem dois, mas CINCO. E eram SEGURANÇAS DO MERCADO, não clientes que bateram no infeliz. Por que? Só porque ele era negro? Eles não eram homens de o enfrentar um para um, como mandam as regras da honra? Cambada de covardes…
O caso aconteceu na última sexta-feira (07/08) e está registrado no 5º DP de Osasco. O Boletim de Ocorrência – 4590 – assinado pelo delegado de plantão Arlindo Rodrigues Cardoso, porém, não revela tudo o que aconteceu entre as 22h22 de sexta e as 02h34 de sábado, quando Santana – um baiano há 10 anos em S. Paulo e que trabalha como Segurança na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há oito anos – chegou a Delegacia, depois de ser atendido no Hospital Universitário da USP com o rosto bastante machucado, os dentes quebrados.
Ainda com fortes dores de cabeça e no ouvido e sangrando pelo nariz, ele procurou a Afropress, junto com a mulher – a também funcionária do Museu de Arte Contemporânea da USP, Maria dos Remédios do Nascimento Santana, 41 anos – para falar sobre as cenas de terror e medo que viveu. “Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus”.
Santana disse pode reconhecer os malditos covardes agressores e também pelo menos um dos incapazes policiais militares que atendeu a ocorrência – um PM de sobrenome Pina. “Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa, que não tem problema”, teria comentado Pina, assim que chegou para atender a ocorrência, quando Santana relatou que estava sendo vítima de um mal entendido.
Depois de colocar em dúvida a sua versão de que era o dono do próprio carro, a Polícia o deixou no estacionamento com a família sem prestar socorro, recomendando que, se quisesse, procurasse a Delegacia para prestar queixa.
Que absurdo, meu Deus. Onde estão os direitos constitucionais que esse BURRO do Pina deveria defender? Será que essa mula já ouviu falar na presunção de inocência, na qual alguém só é culpado se houver uma sentença judicial transitada em julgado que o condene pelo crime? Em outras palavras, todos são inocentes até que se prove que são culpados.
um policial como esse deve ser exonerado e punido de forma exemplar. Isso sem falar nos incapazes seguranças desse mercado, que já foram logo batendo no cara, sem sequer lhe dar a chance de mostrar que era realmente proprietário do carro. Não quero dar uma de Datena, mas em minha opinião quem faz algo desse tipo merece no mínimo ser morto com requintes de crueldade. Pelo menos uma semana de tortura antes de morrer para daro o exemplo.
Terror e medo
“Cheguei, estacionei e, como minha filha de dois anos, dormia no banco de trás, combinei com minha mulher, minha irmã e cunhado, que ficaria enquanto eles faziam compra. Logo em seguida notei movimentação estranha, e vi dois homens saindo depressa, enquanto o alarme de uma moto disparava, e o dono chegava, preocupado. Cheguei a comentar com ele: “acho que queriam levar sua moto”. Dito isso, continuei, mas já fora do carro, porque notei movimentação estranha de vários homens, que passaram a rodear, alguns com moto. Achei que eram bandidos que queriam levar a moto de qualquer jeito e passei a prestar a atenção”, relata.
À certa altura, um desses racistas imbecis homens – que depois viria a identificar como segurança – se aproximou e sacou a arma. Foi o instinto e o treinamento de segurança, acrescenta, que o fez se proteger atrás de uma pilastra para não ser atingido e, em seguida, sair correndo em zigue-zague, já dentro do supermercado. “Eu não sabia, se era Polícia ou um bandido querendo me acertar”, contou.
Os dois entraram em luta corporal, enquanto as pessoas assustadas buscavam a saída. “Na minha mente, falei: meu Deus. Vou morrer agora. Eu vi essa cena várias vezes. E pedia a Deus que ele gritasse Polícia ou dissesse é um assalto. Ele não desistia de me perseguir. Nós caímos no chão, ele com um revólver cano longo. Meu medo era perder a mão dele e ele me acertar.
Enquanto isso, a mulher, a irmã, Luzia, o cunhado José Carlos, e o filho Samuel de cinco anos, faziam compras sem nada saber. “Diziam que era uma assalto”, acrescenta Maria dos Remédios.
Percebam aqui que em nehum momento essa besta do segurança que começou a agressão trocou palavras com Januário. Foi para cima dele de arma em punho, se achando o Rambo, ou um Capitão Nascimento. Depois eu critico e as destas vêm aqui cacarejar falar que ele não tinha como saber. Tem boca para que? Ou será que esse bestalhão segurança era burro demais até para saber falar? Não duvido nada.
Segundo Januário, enquanto estava caído, tentando evitar que o assassino homem ficasse em condições de acertar sua cabeça, viu que pessoas se aproximavam. “Eu podia ver os pés de várias pessoas enquanto estava no chão. É a segurança do Carrefour, alguém gritou. Eu falei: Graças a Deus, estou salvo. Tô em casa, graças a Deus. Foi então que um pisou na minha cabeça, e já foi me batendo com um soco. Eu dizia: houve um mal entendido. Eu também sou segurança. Disseram: vamos ali no quartinho prá esclarecer. Pegaram um rádio de comunicação e deram com força na minha cabeça. Assim que entrei um deles falou: estava roubando o EcoSport e puxando moto, né? Começou aí a sessão de tortura, com cabeçadas, coronhadas e testadas”, continuou.
Como eu disse, nem sequer uma tentativa de esclarecer o caso. Seguranças? Para mim, parece mais é o ataque de um bando de carniceiros assassinos. E o Carrefour ainda tem a pachorra de ofender nossa inteligência e dizer que aquilo foi uma briga entre clientes? Se foi mesmo, por que foi que só um apanhou dos seguranças sem sequer ser ouvido e poder se defender? Ah, tinha me esquecido do detalhe de que ele é negro. Pena para vocês, seus incapazes. Racismo e tortura são considerados crimes hediondos inafiançáveis. Tomara que vocês apodreçam na cadeia.
Sessão de torturas
“A tentativa de homicídio sessão de torturas demorou de 15 a 20 minutos. Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus, Jesus. Sangrava muito. Toda vez que falava “Meu Deus”, ouvia de um deles. Cala a boca seu neguinho. Se não calar a boca eu vou te quebrar todo. Eles iam me matar de porrada”, conta.
Além de racistas, covardes. Algo para nos lembrarmos antes de fazer compras no Carrefour. O que esperar de um lugar que contrata esse tipo de animais para ser seguranças? Qualquer um de nós pode vir a ser a próxima vítima.
Santana disse que eram cerca de cinco covardes homens que se revezavam na sessão de pancadaria. “Teve um dos murros que a prótese ficou em pedaços. Eu tentava conversar. Minha criança está no carro. Minha esposa está fazendo compras, não adiantava, porque eles continuaram batendo. Não desmaiei, mas deu tontura várias vezes. Eu queria sentar, mas eles não deixavam e não paravam de bater de todo jeito”.
A certa altura Januário disse ter ouvido alguém anunciar: a Polícia chegou, sendo informada de que o caso era de um negro que tentava roubar um EcoSport. “Eles disseram que eu estava roubando o meu carro. E eu dizia: o carro é meu. Deram risada.”
Deram risada. Isso dói. Nem tiveram a curiosidade de ir lá conferir. Já seria ruim se o fizessem mostrar os documentos para comprovar a propriedade do carro ANTES de baterem. Um caso de constrangimento ilegal, mas coberto por um legítimo cumprimento de direito legal, vá lá. Mas não há o que justifique essa sessão de tortura, só porque o homem era negro. E nem venham tentar argumentar o contrário. O caso fala por si mesmo.
A Polícia e o suspeito padrão
A chegada da viatura com três policiais fez cessar os espancamentos, porém, não as humilhações. “Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa que não tem problema”, comentou um dos policiais militares, enquanto os seguranças desapareciam.
Peraí, será que eu entendi bem? Um bandido de farda POLICIAL, que supõe-se que foi lá para preservar a ordem e proteger inocentes certificou-se de que Januário era realmente um bandido e passou por cima da lei (a presunção da inocência) baseado na CARA dele? Palmas para esse cara. Essa foi a atitude mais coerente que já vi em minha vida. Quem dera todos os bandidos fardados fossem assim.
O bandido fardado policial não deu crédito a informação e fez um teste: “Qual é o primeiro procedimento do segurança?”. Tonto, Januário, Santana disse ter respondido: “o primeiro procedimento é proteger a própria vida para poder proteger a vida de terceiros”.
Foi depois disso que conseguiu que fosse levado pelos policiais até o carro e encontrou a filha Ester, de dois anos, ainda dormindo e a mulher, a irmã e o filho, atraídos pela confusão e pelos boatos de que a loja estava sendo assaltada. “Acho que pela dor, ele se deitou no chão. Estava muito machucado, isso tudo na frente do meu filho”, conta Maria dos Remédios.
Sem socorro
Depois de conferirem a documentação do carro, que está em nome dela, os policiais deixaram o supermercado. “Daqui a pouco vem o PS do Carrefour. Depois se quiserem deem queixa e processem o Carrefour”, disse o soldado.
Depois eu chamo ESSES POLICIAIS EM ESPECÍFICO de bandidos de farda e me aparece um para dar chilique. Quem vier encher o saco eu vou esculhambar sem dó. Estou avisando. Sei muito bem e realmente quero continuar acreditando que a maioria dos policiais militares são honestos. Mas aqui houve um flagrante caso de prevaricação por parte dos policiais.
Eles é que deveriam ter feito o encaminhamento de todos à delegacia para que se lavrasse o flagrante e todas as outras providências. Onde já se viu abandonar a vítima ferida no local do crime? Ou será que eles também fizeram algo de errado e tiveram medo do que a vítima Januário pudesse dizer ao delegado? Essa história está mal contada.
Em choque e sentindo muitas dores, o funcionário da USP conseguiu se levantar e dirigir até o Hospital Universitário onde chegou com cortes profundos na boca e no nariz. “Estou sangrando até hoje. Quando bate frio, dói. Tenho medo de ficar com seqüelas”, afirmou.
A mulher disse que o EcoSport, que está sendo pago em 72 parcelas de R$ 789,00, vem sendo fonte de problemas para a família desde que foi comprado há dois anos. “Toda vez que ele sai a Polícia vem atrás de mim.. Esse carro é seu? Até no serviço a Polícia já me abordaram. Meu Deus, é porque ele é preto que não pode ter um carro EcoSport?”, se pergunta.
Eu pergunto a mesma coisa. Maldito povinho tupiniquim. E ainda há quem se orgulhe de estar no país da miscigenação e da tolerância entre raças. Estou vendo. Esse episódio deixou isso muito claro para mim. Quem sabe isso finalmente venha a nos catapultar para o primeiro mundo. Que piada…
Ainda desorientado, Santana disse que tem medo. “Eu estou com vários traumas. Se tem alguém atrás de mim, eu paro. Como se estivesse sendo perseguido. Durante a noite toda a hora acordo com pesadelo. Como é que não fazem com pessoas que fizeram alguma coisa. Acho que eles matam a pessoa batendo”, concluiu.
Também acho e estou do lado desse coitado do Januário. Mas que isso sirva de lição para nós todos. Seguranças despreparados e uma administração que tenta encobrir as besteiras que eles aprontam. Isso é o Carrefour. Podem crer que eu nunca mais entro lá. E vou fazer campanha contra essa empresa até que ela faça um desagravo. Quanto a isso tudo, mais precisamente os seguranças, os policiais e a administração do Carrefour, eu pergunto:
COMO É QUE ALGUÉM CONSEGUE SER TÃO BURRO???
PS: Januário, conte conosco para ajudar a divulgar sua história. Vamos acompanhar tudo para ver no que é que a coisa dará.